quinta-feira, abril 3, 2025



Governador Marcos Rocha recusa pagar R$ 100 milhões por hospital e denuncia pressão de intermediários

Diante da dificuldade nas negociações, Rocha afirmou que prefere iniciar a construção de um novo hospital para que seu sucessor possa concluí-lo, em vez de ceder a um preço que considera abusivo

As negociações para a compra de um hospital em Porto Velho pelo governo de Rondônia chegaram a um impasse. O governador Marcos Rocha afirmou que desistiu da aquisição após o preço inicialmente ofertado, de R$ 65 milhões, sofrer sucessivas contrapropostas, chegando a R$ 100 milhões. Diante do valor, Rocha considerou inviável a compra e denunciou uma tentativa de pressão por parte de atravessadores.

O governador comparou o montante pedido ao custo total estimado do Heuro, hospital de urgência e emergência que seria construído na zona leste da capital, mas que acabou não saindo do papel devido a irregularidades cometidas pela empresa vencedora da licitação. Desde o rompimento do contrato com o consórcio responsável pelo Heuro, o governo tem buscado alternativas para ampliar a rede hospitalar do estado.

Diante da dificuldade nas negociações, Rocha afirmou que prefere iniciar a construção de um novo hospital para que seu sucessor possa concluí-lo, em vez de ceder a um preço que considera abusivo. Durante um discurso na Assembleia Legislativa nesta segunda-feira (25), onde foi homenageado, o governador deixou claro que não aceitará pressão.

“Prefiro iniciar a construção de um novo hospital para o próximo governador entregar. Sei que quando chegar o período das eleições vão cobrar o novo hospital. Prefiro perder a eleição, mas sabendo que não teve nenhum tipo de gente desonesta ganhando dinheiro da população que estava sonhando com esse hospital em Porto Velho”, declarou Rocha.

Com a desistência da compra, a população de Porto Velho segue sem previsão de um novo hospital público a curto prazo. A decisão do governador gerou reações diversas, com alguns apoiando a postura de evitar um gasto que considera exagerado e outros cobrando alternativas mais rápidas para suprir a carência da rede de saúde na capital.

FONTE: JH NOTICIAS

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